História da Cerveja

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Historicamente, a cerveja já era conhecida pelos antigos sumérios, egípcios, mesopotâmios a pelo menos 6000 anos antes de cristo. Tendo a primeira “Lei de Pureza” datada em 1760 antes de Cristo, O Código de Hamurabi. Diferente da lei alemã, que estipulava os ingredientes, essa regulamentava a produção e a venda,condenando a morte quem não respeitasse os critérios de produção de cerveja indicados. Incluía várias leis de comercialização, fabricação e consumo da cerveja, relacionando direitos e deveres dos clientes das tabernas. O Código, estabelecia uma quantidade diária de cerveja para o povo da Babilônia: 2 litros para os trabalhadores, 3 litros para os funcionários públicos e 5litros para os administradores e o sumo sacerdote, e também impunha punições severas para os taberneiros que tentassem enganar os seus clientes.
Na época de 2600 a 2350 a.C. , arqueólogos encontraram menção a cerveja no Hino a Ninkasi. A “Deusa da cerveja”, mostra que os sumérios já produziam a bebida. Na Babilônia existem comprovações da existência de diferentes tipos de cerveja, originadas de diversas combinações de plantas e aromas, e o uso de diferentes quantidades de mel. No antigo Egito, a cerveja, segundo lendas, teria sido inventada para ajudar a quem não tinha como pagar o vinho. Inscrições em hieróglifos e obras artísticas testemunham o gosto deste povo pela cerveja, apreciada por todas as camadas sociais. Até o faraó, Ramsés III passou a ser conhecido como “faraó-cervejeiro” após doar, aos sacerdotes do Templo de Amon, 466 308 ânforas ou aproximadamente um milhão de litros de cerveja provenientes de suas cervejeiras. Praticamente qualquer açúcar ou alimento que contenha amido pode, naturalmente, sofrer fermentação alcoólica. Assim, bebidas semelhantes à cerveja foram inventadas de forma independente em diversas sociedades em redor do mundo.
Na Mesopotâmia, a mais antiga evidência referente à cerveja está numa tabua sumeriana com cerca de 6 000 anos de idade na qual se veem pessoas tomando uma bebida através de juncos de uma tigela comunitária.
A cerveja também é mencionada na Epopeia de Gilgamesh. Um poema sumeriano de 3 900 anos homenageando a deusa dos cervejeiros, Ninkasi, contém a mais antiga receita que sobreviveu, descrevendo a produção de cerveja de cevada utilizando pão.
Na Idade Média, vários mosteiros fabricavam cerveja, empregando diversas ervas para aromatizá-la, como mírica, rosmarinho, louro, sálvia, gengibre e o lúpulo, este utilizado até hoje e introduzido no processo de fabricação da cerveja entre os anos 700 e 800. O uso de lúpulo para da o amargor da cerveja e a preserva é atribuído aos monges do Mosteiro de San Gallo, na Suíça.
Durante muito tempo o papel da levedura na fermentação era desconhecido. Os Vikings, cada família tinham sua própria vara de cerveja que eles usavam para agitar a bebida durante a produção. As varas de cerveja eram herança de família, porque era o uso da vara que garantia que a qualidade da cerveja . Hoje , sabe-se que estas varas continham uma cultura de levedura. Nem a Lei da Pureza Alemã de cerveja de 1516 – a Reinheitsgebot citava a levedura como ingrediente da cerveja, tendo como os únicos materiais permitidos para fabricação de cerveja malte, lúpulo e água. Com a descoberta do fermento (levedura) e sua função no final da década de 1860 a lei foi alterada. A descoberta foi feita por Louis Pasteur.
As cervejas, eram do tipo ALE, cervejas fermentadas em alta temperatura. As lagers foram descobertas por acidente no século XVI, quando as cervejas eram estocadas em frias cavernas por longos períodos; Hoje em dia, elas ultrapassaram largamente as cervejas tipo ale em volume. No século XV, na Inglaterra, a fermentação sem lúpulo podia dar origem a uma cerveja ALE. O lúpulo passou a ser cultivado na Inglaterra só a partir de 1428.

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